• Categoria: Bondade
  • 24 de agosto de 2016

    Jovem usa redes sociais para incentivar doação de sangue

    Jéssyca Silva é doadora de sangue há seis anos em Santarém.
    Para ela, corrente fica cada vez mais firme a cada convocação.

    Do G1 Santarém


    Jéssyca Silva doa sangue há seis anos (Foto: Jéssyca Silva/Arquivo Pessoal)

    Um gesto simples que pode salvar vidas. Esta é a motivação da jovem Jéssyca Monique Silva, de 24 anos, que incentiva a doação de sangue em Santarém, no oeste do Pará, por meio das redes sociais. A universitária é doadora desde os 18 anos e há pouco mais de um ano utiliza a internet para estimular e convocar pessoas da sociedade para fazerem doações ao Hemocentro Regional do Pará (Hemopa), no município.

    Para a jovem, não é preciso haver campanha ativa no Hemocentro, o incentivo a doação ocorre a cada três meses. “Eu sempre tive vontade de doar e quando eu completei 18 anos comecei a fazer isso. E me perguntei: por que não chamar os outros para doar? Daí comecei chamando primeiro meus amigos mais próximos, depois o pessoal da faculdade e agora toda vez que vou doar posto nas redes sociais convidando as pessoas”, contou.



    Corrente de doação dos amigos de Jéssyca já
    salvaram várias vidas (Foto: Jéssyca Silva/
    Arquivo Pessoal)
    Mesmo utilizando a internet como aliada, Jéssyca ressalta que ainda é muito difícil conseguir um número expressivo de pessoas dispostas a doar. “Tem gente que tem medo (...). 

    Fizemos uma doação na segunda-feira (22) e eu levei mais três amigos, mas uma delas não pôde doar porque ela fez um tratamento e isso a impedia. As redes sociais eu uso para motivar essas pessoas e chamo para nos acompanhar. 

    A gente combina e fica mais fácil para o outro ir. É o mínimo que eu posso fazer para salva vidas”, destacou.

    Jéssyca compara essa ação como uma corrente que a cada doação fica mais forte. “Às vezes a gente quer ajudar e não tem a iniciativa de fazer algo para isso, não tem um ponto de partida. Na questão de doação de sangue, não precisa ter dinheiro para fazer isso. É só chegar, fazer os procedimentos e doar. É um gesto tão simples que pode ajudar tanta gente. Isso abre mais a nossa visão de humanidade. Eu chamo um amigo, ele já chama outro e assim vai”, ressaltou.

     

    "É um gesto tão simples que pode ajudar tanta gente. Isso abre mais a nossa visão de humanidade. Eu chamo um amigo, ele já chama outro e assim vai."
    Jéssyca da Silva
    As redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas também servem para a divulgação de quem está precisando de sangue e qual o tipo necessário.
    Quem pode doar
    Podem doar sangue pessoas com boa saúde, que tenham entre 16 e 69 anos e pesem acima de 50 quilos. Menores de 18 anos podem doar somente com autorização dos pais ou responsável legal.  É necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum e não pode ter ingerido bebida alcoólica 24 horas antes. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher, a cada três meses.
    O Hemopa em Santarém fica localizado na Avenida Frei Vicente, bairro Aeroporto Velho e funciona de segunda à sexta-feira de 7h às 13h.

    Fonte: http://g1.globo.com/pa/santarem-regiao/noticia/2016/08/jovem-usa-redes-sociais-para-incentivar-doacao-de-sangue.html?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar

    15 de setembro de 2014

    Ainda há esperança...

    Há muito tempo não assistia a TV aberta, mas como não tinha nada para fazer hoje a noite, resolvi dar uma olhada no Fantástico. Programa vai, programa vem, começa o quadro "Vai fazer o quê?". O quadro consiste em situações polêmicas encenadas por atores, sendo que o público não tem esse conhecimento, ou seja, é um teste para ver a reação das pessoas quando expostas a esses casos. Na situação apresentada hoje, a produção escolheu um garoto para atuar como um menino de rua, sendo que ele pedia livros em vez de dinheiro. 

    Como de praxe, algumas pessoas mal ouviam o que ele tinha para dizer, automaticamente já se afastavam achando que ele iria pedir algum trocado. Claro que muitas das que ouviam, negavam. Mas as que realmente prestaram atenção ao pedido do garoto, se surpreenderam com o que escutaram.

    "O que? Você quer um livro?" 
    - É, quero!
    Mas você sabe ler?
    - Não, mas eu gosto de olhar as figuras.
    Vamos lá, vou te dar um.
    - Você pode ler um trecho pra mim?"

    E então seguiam para a livraria, escolhiam o livro e, mesmo com o corre-corre da vida, tiravam uns minutinhos do seu tempo para ler para o garoto. E eu, claro, já tava super chorando vendo essa cena. Mas, por que eu chorei? Além do fato de eu ser uma manteiga derretida me emocionei com a cena porque é lindo ver que com todas as atrocidades que nos cercam mundo afora, ainda existem pessoas de bem. Pessoas que conseguem parar de olhar para o seu próprio umbigo e estender a mão. Pessoas que acendem na gente aquela faísca de que mesmo sendo um grão de areia na praia, podemos fazer a diferença. Pessoas que nos mostram que sim, ainda há esperança. Ainda há esperança pra mim, pra você, pro meu filho, pro seu neto...

    E hoje eu vou dormir com essa sensação boa de que o mundo pode se tornar algo melhor. Digamos que ele é apenas uma casa em reforma, como ainda estão fazendo os ajustes ele está assim, bagunçado e até meio sujo, mas logo que essa reconstrução terminar, tudo vai ainda mais bonito. 

    Espero que essa simples reportagem tenha mexido com as outras milhões de pessoas que também estavam sem nada para fazer e resolveram ligar a TV nesta noite de domingo. Que isso fortaleça a fé e a força de vontade para que se criem milhões de correntes do bem. Que eu possa fazer parte de alguma ou que eu seja até criadora de uma delas.

    Enfim, por hoje é só. Beijo, Jejé :)

    - sou dores, sou flores.