• Categoria: Vida
  • 12 de novembro de 2019

    Partilhar

    O comentário que eu mais vi no twitter, ontem, foi a respeito do lançamento do clipe de Partilhar (Rubel - Anavitória) e, sinceramente? Tá de parabéns! A música eu já conhecia e adorava, agora o diálogo que rola no clipe com certeza é algo que me deixaria em posição fetal - se eu fosse solteira - porque até namorando eu meio que já senti vontade de ficar.

    Bom, eu não sei ficar fazendo análise estilo os cinéfilos de plantão, só sei dizer que achei tudo numa delicadeza imensa, mas com um pesinho de coisa mal resolvida e vontade de voltar atrás. No clipe tem um casal que se reencontra após o término do relacionamento e papo vai, papo vem, vão atualizando um ao outro contando como a vida mudou, etc.

    De um lado a menina, que conseguiu conquistar o que almejava, mas no fundo sentia que faltava algo. Do outro o menino, casado com uma mulher "ótima" como ele mesmo diz, mas que transparecia ter a mesma sensação de estar incompleto.

    Acho que o que mexeu tanto com o pessoal foi o quanto aquilo nos reflete no sentido de que que todo mundo já passou ou ainda passa por uma situação parecida (eu acho). De ter tido um amor mal resolvido e que acabou ficando no "e se..." e, sério, essa é uma das piores sensações da vida. Falo com propriedade.

    Quando eu tava solteira, depois de um relacionamento intenso e cheio daquele amor que a gente só via em novela ou nos filmes de romance, um dos meus maiores medos era de um dia me casar com outra pessoa e no fundo ter sempre aquela sensação de, apesar de amar quem estava comigo, não estar com quem realmente tinha sido o grande amor da minha vida e sempre ter aquele sentimento guardado dentro de mim. E isso era apavorante de uma forma...

    Eu não sei quem ensinou isso pra gente, de ter um único grande amor pra vida inteira... se foram os livros de princesa que eu amava ler ou os romances mais clichês que eu assisti. Sei que inúmeras pessoas passam pelas nossas vidas, algumas permanecem por mais tempo, outras já nem tanto. Mas acho que cada um sabe o que sente e, comparando as experiências, penso que no fundo a gente consegue distinguir a questão do amor que já sentimos por alguém. Ou talvez a vida nem seja isso, mas sim o misto de vários amores e vivências, mesmo. Fica quem quer. Sei lá...

    Mas no meu caso, no fundo eu sabia que não seria passageiro e que nem se comparava a qualquer coisa que eu já tinha vivido antes. Claro, posso estar exagerando como uma romântica cafona e canceriana do jeito que eu sou, mas talvez até ele pensasse o mesmo que eu, tanto que, apesar dos pesares e dos 2 anos separados, tem 4 anos que estamos juntos novamente.

    Hoje partilho a vida com quem eu considero ser o meu grande amor com direito a todos os clichês, sim, e com todas as brigas e perrengues, também. Não foi fácil, não é. Não gosto de romantizar todo um relacionamento porque a gente sempre passa por umas barras fodidas pra conseguir lidar com o outro e detesto que pensem que tenho uma relação perfeita porque seria muita hipocrisia da minha parte.

    Mas o que eu quero dizer é que acho que num mundo onde o interessante é demonstrar desinteresse e as relações rasas estão cada vez mais evidentes porque ninguém quer ter responsabilidade emocional com o outro, o melhor ainda continua sendo ter alguém pra poder realmente partilhar a vida e tudo o que vem junto com ela.


    E pra quem quer assistir o clipe pra saber do que eu tô falando, é só dar play. Depois comenta aí dizendo o que achou.



    - sou dores, sou flores.

    29 de julho de 2019

    Amor, meu grande amor - a thread

    Conheci o Joab em 2009, quando ele me adicionou no Orkut pra pegar algumas informações sobre o Miss Santarém. Na época ele estagiava num jornal e entrou em contato com as candidatas pra escrever uma matéria. Na época ele namorava, então nada demais.

    Quando foi em 2010 eu tava morando em Rio Branco e no final do ano Joab me manda um recadinho de feliz ano novo. Fui dar a conferida e ele tava solteiro (opa) e aí os recados foram aumentando até que nos adicionamos no MSN. Começou 2011 e muitas conversas até a madrugada.

    Começamos como amigos. Eu lamentava meus lances e ele os dele, até que começou a surgir a ideia de um possível "nós". Isso eu em Rio Branco e ele em Santarém. No final de janeiro era a festa de formatura dele e ele me convidou. Eu já tinha decidido voltar pra Santarém, mas off.

    Até que decidi contar pra ele que tava voltando, mas recusei o convite pra festa porque não tínhamos amigos em comum e eu ia ficar rodada, lá. Depois de muita insistência concordei em ir, até porque apesar da vergonha, eu também queria estar com ele.

    Cada vez mais a gente conversava e se identificava um com o outro, mas ninguém tomava a iniciativa de um encontro. Até que teve a outorga dele e eu tive que ir. Nos conhecemos ali. Eu não tinha borboletas no estômago, eu tinha a fauna inteira de tanto nervoso que senti.

    Depois nos encontramos mais 2 vezes e cada um mais errado que o outro. Tivemos dois projetos de beijo (dois selinhos) até o baile de formatura dele, onde de fato começamos a namorar. Em um mês de namoro a gente já pensava em casar e ter filhos. Tínhamos certeza do que sentíamos.

    Namoramos durante dois anos, até que em meio a muitas crises terminamos. Foi uma fase bem ruim da minha vida e eu não entendia como tanto amor assim podia ter acabado. Tivemos muitas recaídas e inúmeras vezes falei que nunca mais queria vê-lo na minha vida.

    Não aceitava o nosso término e muito menos o fato dele ficar com outras meninas, mesmo eu também tendo as minhas outras experiências. E foi assim por um ano, o primeiro ano do término, 2013. No ano de 2014, eu vivia um misto de aceitação e revolta e não saía desse ciclo sem fim.

    Decidi ir embora. E em setembro de 2014 eu tava arrumando minhas malas pra Manaus. Finalmente eu ia deixar pra trás a nossa história. Não deixei.

    Manaus foi uma espécie de terapia. Acho que nesse tempo lá eu aprendi a me amar de novo e ver a mulher que há muito eu tinha esquecido. Eu vi que eu podia ser feliz e que isso não deveria depender de ninguém além de mim. Que tudo o que viesse depois era pra ser complemento e não o principal. Por lá eu fiquei 5 meses. Falando parece pouco tempo, mas na experiência valeu como uma vida inteira.

    A princípio não falava mais com o Joab. Depois de um tempo voltamos a trocar mensagem. Ele aqui, eu lá. Decidi voltar pra terminar a faculdade (que faltava 1 ano e meio, se não me engano) e depois me mudaria de vez. Nesse meio tempo consegui a bolsa no curso que eu queria, ou seja, eu ia voltar a morar em Santarém.

    Mais uma vez conversa vai, conversa vem. Os papos sobre o passado e a nostalgia batendo forte. Cheguei em Santarém e quem eu decido encontrar no meu primeiro dia? Ele. Eu não lembro ao certo o que conversamos. Mas a cada encontro era o mesmo nervoso. E toda vez que eu me despedia, eu sentia o meu coração pedindo pra ficar mais um pouco. E, apesar de toda a mágoa que senti, eu sabia que o sentimento por ele tava todo ali e que nunca tinha mudado.

    Nos encontramos outras vezes e foi assim até junho, quando ele me pediu em namoro de novo (com uma pressão básica, não vou mentir :B). Dia 12 de junho de 2015 voltamos oficialmente a namorar. E nós éramos nós novamente. Mais maduros, eu acho, e com vontade de fazer diferente.

    A cada ano que passava parecia uma vitória. Uma certeza de que tínhamos tomado a decisão certa. Se brigamos? Muito! É difícil lidar com o outro. Todo dia um aprendizado e uma raiva diferente. Mas todo dia um sorriso e um carinho pra lembrar porquê estamos juntos. Não sei se pra ele é assim, haha. Mas eu sei que ele tem a forma dele de ver a minha importância. Senão nem estaríamos aqui.

    Hoje, temos o mesmo sentimento do nosso primeiro mês, lá de 2011. Ainda pensamos em casar, ter filhos e continuar vivendo o que a vida nos proporciona. Aos poucos temos construído a nossa vida e hoje alcançamos muito mais do que podíamos imaginar.

    Há 3 meses estamos morando juntos, com nossa cachorra e nossos gatos. E sem dúvida essa foi a nossa melhor decisão. "O meu" tem um sabor maravilhoso, mas "o nosso" é indescritível.

    Eu amo acordar e ter ele ao meu lado. Ou sentir ele me procurando na cama e se virar pra me abraçar, de madrugada. Ou almoçar e assistirmos juntos o episódio de alguma série. Ou ver ele brincando com os bichinhos. Ou até mesmo eu dormir no sofá enquanto ele joga video game.

    E tudo tem um brilho mágico que aquece o meu coração. E tudo bem eu ser cafona e do nada vir aqui falar a nossa história pra nada, também. Hahaha. Mas é só pra lembrar que o amor existe e que ele vale a pena.

    Que a vida solta é boa e divertida, mas que ter alguém pra compartilhar a carga também tem o seu lado especial e gratificante. E que talvez isso nem seja pra sempre, mas que eu sou grata por poder estar vivendo tudo agora, sentindo todo esse amor e aprendendo cada vez mais com ele.



    - sou dores, sou flores.

    24 de setembro de 2018

    Como eu aperto o start?

    Oi, gente. (:

    Nunca passei tanto tempo sem escrever e tanta coisa aconteceu que eu nem sei por onde começar. Mas, como o blog geralmente é movido por alguma aflição minha, trago aqui mais uma pra saber se tem alguém navegando no mesmo barquinho que eu, afinal, é bom ter companhia porque ajuda a dividir as mazelas da vida.

    Setembro de 2018, o que era pra ser o último semestre de faculdade acabou tendo que ser prolongado por conta de uns probleminhas e agora tenho um novo projeto pra ser escrito. Isso não chega a ser um problema, já que sei que consigo. Arranjei um emprego, algo que eu tava precisando muito e é na minha área, o que me deixou muito feliz por causa da experiência que vou adquirir, pois um dos meus maiores medos era o de terminar a graduação e ficar perdida no mercado de trabalho por "não saber nada".

    Mas o que tem me incomodado é eu estar acomodada (ou com preguiça?), não sei, só sei que eu não tô no meu normal. Hoje em dia parece que nada me anima, sabe?! Não que eu esteja na bad, mas parece que pra tudo eu sinto que tá faltando algo e o que me deixa mais chateada é não conseguir encontrar o x da questão.

    A minha vida é boa, saca?! Eu moro com os meus pais, tenho uma casa confortável, uma família boa, uma cachorra linda, um namorado maravi e uns amigos topzera. Faço o curso que gosto, sou bolsista (graças a Deus) e agora trabalho no ramo. O normal seria eu só agradecer, mas sempre tem um mas. Em tudo parece que eu procuro um lado negativo, um defeito e eu não sou assim. 

    Eu queria conseguir encontrar a raiz disso tudo, descobrir o que tanto me incomoda e acaba refletindo nas outras coisas que eu faço, deixar de sentir peso onde não tem. Tipo, eu não sinto mais aquela vontade de me esforçar na faculdade, tô indo pras aulas nas últimas (e olha que só tô tendo aula 3x na semana), o trabalho, apesar de eu adorar, sempre me dá negocinho antes de sair de casa e, se antes eu procrastinava no que eu tinha que fazer, agora então...

    E o pior de tudo é que isso reflete na minha vida e eu não consigo me doar 100% pras coisas que eu gosto. A sensação que eu tenho é a de que tô presa numa bolha e o tempo parou, e agora eu tô aqui, sem saber o que fazer. São milhões de planos, de responsabilidades, o tempo real passando e o botão de start tá travado porque não tô conseguindo recomeçar.

    Já pensei inúmeras vezes em fazer terapia e, assim que eu me reorganizar financeiramente, vou colocar isso como uma das minhas prioridades porque eu realmente quero voltar a ser como eu era antes. Mas, enquanto isso não acontece, fico aqui tentando me mexer como quem tá numa paralisia do sono, mas com a esperança de que essa fase ruim vai passar...

    27 de março de 2017

    Faz tanto tempo que não escrevo que nem sei por onde começar. Não sei sobre o que eu quero falar, na verdade, só queria ficar digitando qualquer coisa que parecesse ter sentido, já que os meus pensamentos aparentemente não têm nenhum.

    Apesar de estar entre quatro paredes e não ter noção de como anda o dia lá fora, hoje tá tudo meio nublado pra mim. Constantemente olho pro relógio e pro celular, mas nenhuma notificação interessante, nada que me fizesse sorrir, só aquelas mesmas mensagens de sempre e os quinhentos grupos da faculdade (o que me deixa mais triste ainda, porque tô cheia de trabalho pra fazer e tô procrastinando desde sempre - mas isso não vem ao caso, agora).

    Há alguns meses tenho percebido umas diferenças em mim. Várias mudanças rolaram e umas são até boas, mas outras nem tanto. A verdade é que eu tô virando um emaranhado de emoções e isso não tá sendo muito legal. Não que antes, nossa, eu fosse a fodona sem sentimentos, mas agora eu tô bem mais emotiva, e tudo isso é muito novo e eu não tô sabendo como lidar.

    Se antes eu chorava só com os filmes, novelas e seriados e comerciais de manteiga (mas porra?!), agora eu também já choro por estresse, por problemas na faculdade, por briga besta e tantos outros motivos. Tá, eu sei que parece idiota, já que antes eu chorava com tudo, mas uma coisa sou eu chorar por causa de cenas emocionantes, cachorrinhos morrendo, etc, e outra completamente diferente é isso ser causado pelos meus problemas. E, querendo ou não, é muito estranho pra mim. Tipo, um dia eu cheguei da aula super cansada e as minhas irmãs tinham deixado o meu quarto todo bagunçado, resultado: EU DESABEI NO CHORO. Não tinha a menor necessidade, mas eu fiquei com tanta raiva que não consegui segurar, entende?! Fora as outras ocasiões que já me deixaram nesse mesmo jeitinho. Uma outra vez eu tava discutindo no carro com o meu namorado e aí eu comecei a sentir o ardor no nariz e o queixo começar a tremer (já é o aviso final), aí o jeito foi eu me calar e ficar apreciando a paisagem, porque se eu olhasse pra ele ou continuasse falando, ia ser choro na certa!  O pior é que as únicas vontades que sinto, quanto tô nessas crises, é de ficar em posição fetal ou sair quebrando alguma coisa, mas como não posso quebrar nada e tenho que prezar pelo meu equilíbrio, o jeito é ficar ouvindo as minhas músicas, quietinha, até eu me acalmar. 

    Mas, apesar de ainda ser um tanto quanto estranho pra mim, às vezes isso é bom, sabe?! Eu me sinto mais normal, mais humana. Não sei o que aconteceu com as pessoas que, de uns tempos pra cá, demonstrar sentimento se tornou sinônimo de algo ruim, sendo que é super normal a gente chorar e ter esses momentos. Ajuda a aliviar o que a gente tá sentindo, a tirar aquele peso que muitas das vezes gente nem sabe de onde surgiu. E nós não precisamos dessa competição pra ver quem é o mais forte. O que a gente precisa mesmo é de alguém que esteja ali do nosso lado, e pode ser qualquer pessoa: amiga, pai, mãe, namorado... A gente só não pode é querer sempre enfrentar tudo sozinho. O fardo, quando compartilhado, se torna mais leve.


    - sou dores, sou flores.

    11 de março de 2014

    Crescer e amadurecer...

    "Mas quando eu crescer..." disse a criança. 

    Quem nunca falou ou ouviu isso, que atire a primeira pedra. 

    Quando somos crianças, acreditamos que, ao crescermos, tudo vai mudar, vamos saber solucionar todos os nossos problemas e quem sabe até ajudar a resolver os dos outros também, mas, mal sabemos que, quando crescemos, as coisas realmente mudam mas nem sempre são para melhor.
    A medida que o tempo vai passando assumimos novas responsabilidades e sempre imaginamos que o momento ideal para solucioná-las está um pouquinho distante, mais lá na frente... Mas, a verdade é que o "novo" assusta. Nem sempre sabemos lidar com algumas situações, como qualquer coisa que nos acontece pela primeira vez. É que nem aquela história do primeiro emprego. Você quer trabalhar e a empresa quer alguém com experiência, mas, como você vai ter experiência se nunca trabalhou e não querem te dar a oportunidade de trabalhar? Como já conseguir encarar algo sendo que você nunca passou por aquilo? Por isso dizíamos "quando eu crescer...".

    Eu achava legal isso, sabe?! Era bom poder fantasiar que, quando eu crescesse, milagrosamente as coisas iriam se ajeitar.

    Hoje tô aqui. Cresci, já tenho lá meus 21 anos e uma certa carga de responsabilidade nas costas. Sei que os níveis de fardo são diferentes para cada pessoa. Para alguns, mais pesados; para outros, mais leves; mas cada qual com a sua importância e dificuldade para ser superada. E, bom, como vocês já devem imaginar, as coisas ainda não se ajeitaram milagrosamente, pelo menos não para mim.

    Acho engraçado olhar para trás, quando eu tinha 15 anos e me achava a 'sabichona' e, às vezes, até era um tanto quanto prepotente. Tudo bem que, em relação às outras adolescentes da minha idade, eu era sim mais madura, mas nada se compara ao que sou hoje. 

    Em meio a todas as peças que a vida me pregou, veio junto o aprendizado, que foi de onde brotou parte do meu amadurecimento. Quem me dera ter tido todas essas experiências ou pelo menos os pensamentos que tenho atualmente. Poderia ter sido uma pessoa melhor e talvez o meu presente nem fosse esse em que me encontro. Eu já poderia ter formado a minha própria família ou ter escolhido uma outra graduação ou ter viajado mundo afora ou qualquer outra coisa que seja. Mas, a vida tem dessas coisas, né?

    Hoje me acho alguém diferente, com atitudes diferentes, pensamentos diferentes, sonhos diferentes, sinto que cresci, que amadureci, mas já imagino que daqui uns anos vou olhar para trás e novamente pensar o quanto mudei, o quanto era imatura e agradecer novamente por todas as experiências de vida, porque são elas que fazem esse trabalho constante de manutenção do meu caráter. 

    E, em relação ao medo do que é novo e do que a vida nos impõe, meu conselho vendido (pq conselho ruim é conselho dado) é dizer que você precisa encarar  não existe outra saída, não adianta querer adiar. Lute, confie, tenha fé, faça sua parte e o resto entregue nas mãos de Deus. De início, é meio difícil, mas, depois de muito tentar, você vai entender o recado. Se eu (que sou eu) entendi, pô. Rs.


    Beijo da Jejé.


    - sou dores, sou flores.

    31 de janeiro de 2014

    A vida é feita de escolhas

    O bebê, ainda estando na barriga da sua mãe, já começa a fazer escolhas. Tanto é que, quando ele está em uma posição desconfortável, ele começa a se mexer, até chegar a uma que o agrade. (Não sei se isso é comprovado cientificamente, mas achei uma uma forma bonitinha de começar o texto)

    Meus pais não são mais um casal apaixonado, creio até que não exista mais amor entre eles, mas ao ver o amor incondicional que minhas irmãs tem pelo meu pai e vice-versa, minha mãe, que poderia muito bem ir embora, escolheu continuar aqui. (Esse exemplo é cientificamente comprovado por mim)

    Ao deixar a Gigi dormir comigo, o que se tornou um vício diário dela, me fazer essa pergunta, escolho ser pisada e empurrada a noite inteira, sem falar no espaço da minha cama que fica totalmente reduzido e minha madrugada se transforma numa batalha pelo meu espaço.

    O que eu quero dizer é que a todo momento temos que tomar decisões. Fazer escolhas é algo tão natural que automaticamente faz parte da nossa rotina, sem que a gente perceba. No café da manhã, escolhemos o que comer; quando saímos, escolhemos o que vestir; quando procuramos algo para ler, escolhemos aquele livro com o qual mais nos identificamos, e por aí vai.

    Mas o que eu me questiono é se tenho feito as escolhas certas na minha vida. E como eu vou saber disso? Acredito que apenas com os resultados. Claro que, as coisas mais simples, nós temos como prever. Se eu me jogar na frente de um carro, serei xingada de "filha da puta", pra não dizer que posso ser atropelada, perder alguma parte do corpo ou então o corpo inteiro. O que me preocupa é saber que não posso adivinhar se aquele cara que me manda mensagens, me faz sorrir e me pede a chance de deixá-lo entrar na minha vida está sendo sincero ou não, ou se alguém que se aproxima de mim é por realmente gostar da minha pessoa ou só por querer me prejudicar. Entre tantos outros milhões de exemplos que eu poderia passar o resto da minha vida citando, aqui.


    Eu sei que não é nada fácil acreditar depois que a sua confiança já está mais quebrada do que o último biscoito do pacote. Eu sei que é complicado abrir um coração depois de tanto ele ser machucado. Eu sei que é complicado querer conversar com alguém e ter medo de ter seus segredos revelados. Mas se eu me fechar, eu nunca vou saber no que as coisas podem dar. Ninguém pode fazer as escolhas por mim, eu que tenho que viver isso! E, se as consequências forem ruins, devem ter sido pelas escolhas erradas que fiz ou porque simplesmente estava no meu "destino" passar por aquilo. Por mais que, às vezes eu perca a minha fé, eu sou obrigada a lembrar que NADA é por acaso e, se aconteceu, é porque tinha que acontecer. E, se eu cair, só me resta pedir forças para Deus me ajudar a levantar.

    Ao fim de tudo, só quero dizer que eu escolhi me arriscar a viver. E você?

    - sou dores, sou flores.

    2 de janeiro de 2014

    Alô, 2014 chegou!

    Eu poderia começar este texto falando sobre o que aconteceu em 2013, mas como aquele não foi um ano muito bom, e eu também não tô afim de competir com a "retrospectragédia" que a Globo exibiu há alguns dias, vou falar só alguns pontos positivos (que são poucos), mas que eu ainda lembro.

    Em relação ao ano passado, posso citar as novas amizades, a minha família, os esportes e a Deus, que foram essenciais para a superação de qualquer momento difícil pelo qual eu passei. Não vou citar nomes para acabar não me comprometendo já que, como todos sabemos, minha memória é terrível (às vezes), mas quero dizer que agradeço do fundo do meu coração à todos aqueles que estiveram do meu lado, principalmente aos que foram incansáveis em ouvir minhas lamentações. Agradeço toda a força que me deram, todos os abraços e as outras inúmeras formas que utilizaram para me animar nos dias em que eu, simplesmente, não queria nem existir. Não sei o que seria de mim sem vocês!

    Quero agradecer a Deus por, de alguma maneira, sempre alimentar a esperança no meu coração e fazer com que eu não desistisse de mim, nem mesmo nas horas que eu pensei não ter forças mais pra nada. Foram tantas decepções e em tantos aspectos, que chego a acreditar que se não existisse FÉ , eu não faço nem ideia de onde ou como estaria, mas não estaria bem, com certeza.

    Dois mil e treze foi um ano que eu torci muito para que terminasse. Sim, eu sei que as mudanças não aconteceriam milagrosamente às 00:00 do dia 01/01/2014, mas digamos que quando acontecesse o encerramento desse ciclo de doze meses, eu também colocasse um fim em tudo o que eu ainda permitia que me fizesse mal.

    Então, a partir do momento que o relógio contou os últimos dez segundos e que fogos começaram a explodir coloridos no céu, eu decidi deixar para trás sentimentos que não me acrescentavam em nada. E, depois de muito tempo, senti novamente a paz dentro de mim.

    Não vou dizer que mudei da água para o vinho, muito menos que milagres acontecem. Só sei que, depois da noite de ontem, comecei a pensar mais em mim. A parar de perder tanto tempo me preocupando com os outros. Uma coisa é eu ter respeito por alguém e outra totalmente diferente é eu deixar de viver a minha vida por causa dessa pessoa. Agora eu só quero ter essa paz reinando dentro de mim. Não quero magoar ninguém, mas também não quero mais ser magoada. Cansei de ser saco de pancadas, rs. Quero recuperar o tempo que perdi me lamentando... Quero viver com mais intensidade! Quero fazer uma viagem louca, me embebedar algumas (ou muitas) vezes, chorar, mas de tanto rir, dançar até meus pés ficarem dormentes, ver mais o pôr e o nascer do sol, saltar de pára-quedas, me apaixonar uma, duas, três vezes, por coisas, pessoas e lugares, fora outros planos e vontades que eu tinha deixado de lado. E, algo me diz que vou conseguir realizar tudo isso... Algo me diz que eu vou começar a dirigir o final feliz do meu próprio filme!


    "Adeus, ano velho. À Deus, ano novo."



                              
    - sou dores, sou flores.

    1 de fevereiro de 2013

    Todo santo dia é uma oportunidade de fazer diferente na caixinha de surpresas que é a vida.


    A vida é uma caixinha de surpresas, né? – Sim, frase clichê que muitas pessoas já usaram, mas que nunca deixou de fazer sentido. – E, às vezes, é necessário acontecer alguma coisa ruim (com a gente ou com qualquer outra pessoa) pra darmos conta de quem ou o quê nos importa. 

    Aí os filhos dão mais valor aos pais, os pais abraçam os filhos com mais carinho, os namorados/casados se amam com mais intensidade, os amigos se unem, os “brigados” se perdoam... enfim, são diversas as reações de cada um. Mas até quando isso vai durar? Ou... Até quando vamos esperar uma situação de risco chegar, para podermos dizer ou fazer algo para demonstrar o quanto aquela pessoa é importante pra gente?

    Eu sei, eu sei, temos dias difíceis e o nosso tempo é corrido, né? Mas se a gente quer, a gente dá um jeitinho, nem que seja um minutinho do dia, pra mandar aquele SMS dizendo “Te amo”, “Você é importante pra mim”, “Saudades”, etc, etc, etc.

    E isso acontece nas nossas vidas todos os dias. Todo santo dia é uma oportunidade de fazer diferente. Oportunidade de perder menos tempo com brigas e desentendimentos e ganhar mais minutos, horas ou até mesmo dias com momentos felizes e que nos permitirão ter boas lembranças, depois de um certo tempo. 

    Nós temos que lembrar de amar mais, valorizar mais, viver mais... Não digo querer viver cada dia como se fosse o último e fazer todas as loucuras que vier a mente, mas digo ficar mais com quem é importante pra gente.

    Então, assim que acabar de ler isso o que eu escrevi, pense em todas as pessoas que já marcaram a sua vida e que possuem algum significado nela, agradeça e ofereça o seu melhor. 


    E... Ame cada dia com se fosse o último! Isso sim é o que deve ser feito.

    - sou dores, sou flores.